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Os Arquétipos e o Tarot

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Quais são as suas visões de mundo?

Muitos me procuram com questões acerca dos oráculos, do Tarot, do I-Ching, entre tantas outras ferramentas que favorecem a observação da psique.




E me perguntam se Jung estudou esse tipo de ferramenta.

Sim Carl Jung era um cientista, fenomenólogo e ele observava as coisas acontecendo, e muitos fatos que aconteciam e que ele via, não podiam ser explicadas pela ciência tradicional.

O próprio conceito de inconsciente coletivo que Jung elaborou, foi observando uma série de coisas, inclusive sonhos. Podemos entender também os sonhos como portais oraculares, assim como o tarot, como o I-Ching, a astrologia, a arte…

Em determinados pontos, C. G. Jung até se questionava, porque em determinados momentos ele pedia para os seus pacientes pintarem, realizarem desenhos, esculturas… E porque que ele mesmo passou boa parte da vida produzindo obras, tanto pinturas, quanto desenhos, esculturas, arquitetura?

Todas essas ferramentas permitem que o inconsciente venha à tona de forma não verbal.

É possível então observar a psique, através de ferramentas, para alguém que esteja habilitado, e chamamos esse que está habilitado de oráculo, ou melhor aquele que consegue ler o que está por trás da técnica, da ferramenta, o tarot como ferramenta, a escultura, a arte como ferramenta, as técnicas expressivas como ferramenta, o I-Ching, a astrologia como ferramenta…

Aquele que consegue olhar as técnicas, as ferramentas e decifrá-las, a esse chamamos oráculo, quer dizer, aquele que é o decifrador, aquele que consegue decodificar.

Decodificar o que?

O conhecimento que está oculto naquela manifestação, o conhecimento do inconsciente, pessoal e coletivo.

E onde está o conhecimento do inconsciente coletivo?

Ora, nos arquétipos!

Podemos encontrar o conhecimento que está no inconsciente coletivo através dos arquétipos e esses arquétipos se manifestam na nossa vida. Eles acontecem na vida. Esses arquétipos estruturam a nossa vida, são como grandes alicerces, onde você constrói a sua casa, onde você constrói o seu barracão, onde você constrói o seu prédio.

Cada arquétipo é diferente um do outro e a estrutura arquetípica está lá, pré organizada, através de vivências e vivências da humanidade.

Quanto mais antigo, arcaico o arquétipo, mais força ele tem. Mas não podemos olhar diretamente para ele. Vemos sim a imagem arquetípica, ou seja, aquilo que é manifestação do arquétipo.

E além disso produzimos as imagens que alimentam, que constroem as paredes desses diferentes alicerces, que podemos entender como arquétipos.

Construímos toda a decoração, pintamos as paredes de determinadas formas. Preenchemos os arquétipos, ou seja, os conhecimentos, com a forma que nós temos, com a forma que nós compreendemos, com a forma que vivemos.




Assim nós preenchemos os arquétipos, vivenciando-os e, de formas diferentes uns dos dos outros, pois cada um vai preencher da forma como consegue, como concebe, como compreende, como tem de elementos internos para fazer esse preenchimento.

Os arquétipos têm uma preexistência, e ao mesmo tempo que são ordenadores, também nos guiam em termos de humanidade, em termos até de individualidade, ou seja, somos ao mesmo tempo estruturados e também temos a liberdade de estruturar.

Somos pré-estruturados, pois temos os alicerces, mas temos a liberdade de fazer uma outra estruturação, que na verdade é o preenchimento do próprio arquétipo e com isso temos todas as possíveis e infinitas imagens arquetípicas de cada um dos arquétipos, que também são infinitos.

E, afinal de contas, o que tudo isso tem a ver com o tarot?

Tem a ver porque, principalmente as 22 cartas, arcanos maiores do Tarot são basicamente os 22 arquétipos temos como estruturação básica da humanidade.

Olhando para essa ferramenta, olhando para esses símbolos desenhados nas cartas estamos olhando para os arquétipos, e quanto mais impessoal as imagens dos baralhos, mais remete aos arquétipos primordiais.

Quanto mais elementos criativos do ser humano estiverem nas imagens, tanto mais estará impregnado com uma determinada linha de pensamento, uma determinada forma de enxergar esses arquétipos.

Esses 22 arcanos maiores são uma representação, em forma simbólica, onde a pessoa que está “lendo”, o oráculo, a pessoa que sabe decifrar, ou seja, se conectar com uma dimensão inconsciente, se conectar com algo inconsciente, o inconsciente pessoal e coletivo, poderá observar o caminho, as possibilidades para aquela pessoa que está almejando alguma coisa, e que procurou o jogo do tarot para obter clareza disso que está dentro dela.

O conhecimento dos arquétipos, de como funcionam, do que são, do que representam, de como é a estrutura base, o alicerce arquetípico, o conhecimento disso por parte do tarólogo, do oráculo, daquele que vai decifrar, em um conjunto, pois é sempre em conjunto com o consulente, sempre em conjunto com a pessoa que está ali se consultando, quanto mais o tarólogo consegue perceber, conhece os arquétipos, mais ele pode contribuir com esse caminhar, com o autoconhecimento, com as possibilidades de atuação do cliente para a situação em questão.

Muitas pessoas perguntam se Jung jogava o Tarot, entre outras ferramentas?

Bem, se jogava ou não, não sabemos, mas o que sabemos é que ele olhava para isso, olhava para a arte, usava muito os sonhos, olhava para o tarot, e eventualmente, para poder ampliar a dinâmica terapêutica, quando se via até sem saída, ele também pedia que se fizesse cartas astrológicas, com amigos responsáveis, para que pudesse, através de uma outra visão daquela dinâmica da pessoa, ampliar o contexto terapêutico.

O próprio I-Ching ela alvo de sua atenção, o qual Jung escreve o prefácio do Livro de Richard Wilhelm. Aliás ele fez um mergulho profundo no conhecimento oriental, tanto chinês como indiano.

Esse olhar diferenciado que Carl G. Jung tinha e que hoje nos é tão simples de observar, realmente é algo que traz uma outra forma de enxergar, que a meu ver, tem muito a contribuir com a dinâmica pessoal de cada um, para o processo terapêutico e principalmente para a vida.

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