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Entenda como a interação do feto com o meio está relacionada a formação de valores da criança.

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Esse é um trecho disponibilizado pela Dra. Eleanor Luzes, que é parte da sua tese de doutorado da “A Necessidade do Ensino da Ciência Para o Início da Vida nas escolas de ensino médio e nas universidades.

“Desde a década de 80 vem se descobrindo que o feto é um ser que interage com o meio. As sensibilidades já bem documentadas são: sensibilidade gustativa, que aparece na 12ª semana; sensibilidade olfativa, presente entre a 11ª e 15ª semana; sensibilidade táctil, entre a 14ª e a 36ª semana; sensibilidade visual, já observada entre a 10ª e a 26ª semana de gestação; sensibilidade auditiva, notada entre a 19ª e a 35ª semana, sua maturação ocorrendo na 32ª semana de gestação.

Estudou-se o início do aprendizado da fala na 24ª semana; existe sensibilidade dolorosa a partir da 12ª semana de vida intra-uterina; entre a 6ª e a 10ª semana aparecem movimentos graciosos e rotatórios de cabeça, braços e pernas; os fetos tocam a cabeça, as faces, abrem a boca e já deglutem na 10ª semana; demonstram senso vestibular na 25ª semana, sendo capazes de se movimentar livremente e de maneira espontânea.

Movimentos respiratórios foram observados entre a 24a a 28a semana de gestação, quando apresentam uma freqüência de 44 respirações por minuto, o período mais longo de apnéia notado foi de 14 minutos. Existe ciclo circadino (sono e vigília) avaliado por ultra-sonografia de 24 horas, e foi observado que o feto está ativo durante aproximadamente 14% do tempo, entre a 24ª e a 28ª semana. Atividades oníricas foram detectadas a partir da 32ª semana, através de registros das ondas cerebrais onde aparece a fase R.E.M. (movimento ocular rápido) que caracteriza o sonho na criança e no adulto. Foi bem estudada a inteligência fetal, suas particularidades, assim como a personalidade fetal, e subseqüente observação longitudinal da continuidade de padrão de comportamento depois do nascimento; conforme demonstram os estudos de Alessandra Piontelli.

Todas as emoções maternas repercutem imediatamente sobre o feto. Estados positivos são acompanhados por relaxamento e sorriso do feto; do mesmo modo que mudanças da fisiologia cardio-respiratória são observadas durante os estados de estresse da mãe. O estresse constante durante uma gravidez e as conseqüências de uma depressão durante este período causam danos imediatos e mediatos ao feto e prejudicam a longo prazo, a saúde física e mental do adulto.

A comunicação materno-fetal existe em vários níveis, do biológico ao psicológico e inclusive, no telepático. É fundamental que esta comunicação se dê desde o início da gestação, pois ela garante um bom diálogo entre mãe e filho e entre pai e filho durante a vida. Alguém que tem todas estas sensibilidades desenvolvidas: a auditiva, visual, olfativa, tátil, gustativa, dolorosa, vestibular, onírica, pode desfrutar de uma comunicação que é o melhor modo de contribuir para o nascimento de um bebê com boa auto-estima. O útero é a grande escola de aprendizado de valores, como vastamente exemplifica Thomas Verny em suas obras, sendo especialmente o diálogo entre mãe e feto um rico modo de cultivá-los.

 

Há dois fatores de desenvolvimento de um feto saudável que nasce com boa auto-estima: a imaginação da mãe e sua nutrição. Infelizmente, conhece-se o efeito desastroso, da subnutrição durante a gravidez. Ela não somente causa dano à prole, como também à sua descendência, especialmente no tocante às faculdades cerebrais. São dois os órgãos vitais para um desenvolvimento fetal hígido: fígado e cérebro. Danos nestas estruturas levam a graves problemas. […]

Durante a gestação, o ambiente da grávida determina sua possibilidade de viver uma gravidez melhor ou pior. Ao lecionar a Ciência do Início da Vida, os professores deverão ensinar a História da Humanidade com acento nas criações humanas, nos grandes feitos; também deverão evitar lecionar a História numa repetitiva visão de guerras e atos de poder abusivos.

Aos futuros pais é preciso estimular criatividade e inspiração, pois eles precisarão delas para lidar com seus filhos. A história que não inspira não lhes ajuda a desenvolver suas próprias habilidades, e nos grandes centros onde a violência predomina, ir à escola para ouvir sucessão de relatos de guerras e tramas de poder não motiva muito quem já vive esta mesma situação no seu cotidiano.

A violência é o fracasso absoluto da relação humana. Ao invés de contar estes fatos em alto e bom tom, os professores deveriam contar com mais pudor, escolher apenas algumas guerras e, de maneira bem sintética, falar sobre os erros humanos. Ao mesmo tempo deveriam ser mais generosos ao narrar sobre os inventores, os transformadores que doaram à humanidade uma melhor qualidade de vida, contribuindo para educar, inspirar e transformar.

Assim, vincula-se História da Humanidade com preparação de futuros pais para que eles não esqueçam, graças à própria vivência em sala de aula, que o meio influencia, da mesma forma como na gestação o meio em torno da grávida influencia o desenvolvimento do filho.”

Eleanor Luzes

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