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A Terapia Junguiana

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Afinal o que é Terapia Junguiana e suas diferenças em relação à outras denominações?

Bem… é sobre isso que falaremos neste breve texto que pretende auxiliar na compreensão desse assunto que pode ajudar tanto quem busca, como quem oferece seus serviços.




Nesse Artigo Você Verá:

  • A Terapia
  • A Psicoterapia
  • A Arteterapia
  • A Terapia Junguiana
  • A Psicoterapia Junguiana
  • A Arteterapia Junguiana
  • A Psicologia com Base Junguiana
  • O Uso das Ferramentas Junguianas
  • O Que Esperar da Técnica Junguiana
  • Como Funciona a Técnica Junguiana
  • O Que Observar em um Terapeuta Junguiano
  • Onde Encontrar um Terapeuta Junguiano
  • Conclusão

Antes de iniciar essa reflexão, é bom observar que terapia, psicoterapia, arteterapia, entre outros, pode ou não usar a psicologia junguiana como base.

Aqui trataremos deste último caso, portanto, nosso alicerce é a psicologia junguiana ou analítica de C. G. Jung. 

A Terapia

Usamos essa palavra ‘terapia’ de forma geral, ou seja, para diversos processos e técnicas que realizam uma dinâmica, a priori, que visa uma profilaxia, e que em casos mais específicos, como tratamento de sintomas já estabelecidos.

De forma simples, terapia tem como finalidade o tratamento de doentes, o que denominamos terapêutica. É toda intervenção que visa tratar problemas somáticos, psíquicos ou psicossomáticos, suas causas e seus sintomas, com o fim de obter um restabelecimento da saúde ou do bem-estar. 



A Psicoterapia

Considerando a dinâmica a cuja palavra se refere, a psicoterapia é, portanto, qualquer das várias técnicas de tratamento de doenças e problemas psíquicos.

Existe uma mistura na percepção e linguagem ao nos referirmos à psicoterapia ou à terapia, e a compreensão dos seus respectivos campos de atuação pode auxiliar, tanto ao paciente / cliente, na escolha dos melhores processos e profissionais para suas questões.  

A Arteterapia

Já a arteterapia é o processo psicoterapêutico que se utiliza de atividades artísticas, em especial das artes plásticas, no sentido de contribuir com a compreensão e dissolução de conflitos interiores e exteriores de comportamentos e afetivos.

O uso das técnicas expressivas nos processos terapêuticos não os caracteriza como arteterapia. A utilização dessas técnicas pode ser usada de diversas formas por terapeutas, psicoterapeutas, psicólogos, entre outros, e aqueles mais conscientes sabem e usam as denominações apropriadas para o que estão fazendo.

Assim, temos a arteterapia, a terapia expressiva, a expressão criativa, a arte expressão, enfim, cada qual com suas características e especificidades… é bom observar cada uma delas ao buscar seus tratamentos.  

Terapia Junguiana

Ao processo terapêutico que se utiliza da teoria junguiana como base, chamamos de forma comum como terapia junguiana, que também é conhecida como análise junguiana.

Como dito anteriormente, o uso da palavra terapia ou psicoterapia se misturam e as usaremos nesse artigo sem muitas rigorosidades para que possamos ter um entendimento mais alargado dos processos a que nos dispomos dissertar.

Assim, a terapia junguiana é uma forma aprofundada e analítica de psicoterapia que pretende reunir as partes consciente e inconsciente do ser para ajudar a pessoa a se sentir equilibrada e com seu ‘vir a ser’ realizado.

A terapia junguiana exige que os pacientes / clientes mergulhem nas suas partes mais profundas e, que geralmente acabam sendo as mais sombrias de sua psique, e olhem para o self ‘real’, em vez de olhar para seu ego, persona ou o que quer que manifestem no mundo exterior.



O Uso das Ferramentas Junguianas

A teoria junguiana, com seus elementos e conceituações característicos da estrutura da psique, nos permite olhar para o ser de forma integral, inclusive como integrante de seu meio, de seu tempo, entre outros.

A abrangência da teoria permite a aplicação de diversas técnicas e procedimentos, desde que mantenham-se observando as suas dinâmicas teóricas. Assim, o profissional pode usar ‘livremente’, processos técnicos que permitam a análise.

Além disso, o uso de mitos, contos, sonhos, técnicas expressivas, imaginação ativa, sandplay, entre tantas outras possibilidades, não só é possível como também muito útil para o desvelar da dinâmica psíquica do paciente.

A terapia junguiana contribui e auxilia na melhoria da vida das pessoas com depressão, ansiedade, fobias, questões relacionais, traumas, luto, baixa autoestima e em diversas outras dinâmicas emocionais.

Além disso é uma grande ferramenta para quem deseja mergulhar numa compreensão mais profunda de si mesmo, rumo ao estado de autorrealização.

Quem está disposto a realizar esse trabalho profundo de autoconhecimento e autoaprimoramento tem na psicoterapia junguiana um ótimo caminho de ‘tijolos amarelos’.

O Que Esperar da Técnica Junguiana




 

Como dito anteriormente, a análise junguiana pode se utilizar de diversos recursos para explorar a psique, portanto, além de conversar, seu terapeuta pode usar várias técnicas, como registro e interpretação de sonhos, e experiências criativas como arte, movimento ou música.

Esses elementos técnicos auxiliam no estímulo da autoexpressão e, portanto, na liberação da imaginação, da fantasia e das emoções.

O terapeuta também pode usar o teste de associação de palavras, para poder encontrar afetos, ideias carregadas emocionalmente, que mostram onde se deve trabalhar…

Nesse processo o terapeuta diz uma palavra específica e registra quanto tempo você leva para responder de forma rápida, com aquilo que primeiro lhe vier à mente.

Assim, tanto o tempo de resposta como alterações na cor da pelo, como rubor, ou transpiração, esquecimentos, entre outras coisas que o terapeuta pode identificar como não naturais, pode indicar emoções e problemas relacionados a determinadas palavras.

O processo de atendimento da psicoterapia junguiana depende dos processos de trabalho do seu terapeuta. Aliado a isso, dependendo da sua situação e de acordo com as características do processo, você poderá realizar a terapia em sessões regulares, uma ou mais vezes por semana, sempre a depender da avaliação das questões e da dinâmica terapêutica.

Como Funciona a Técnica Junguiana

A origem desse processo de trabalho com a psique é com o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung no início do século 20. A psicoterapia junguiana é, caracteristicamente fenomenológica, ou seja, procura mais observar o fenômeno acontecendo, do que realizar diagnósticos somente baseados na teoria.

Concentra-se mais na fonte e na função de um problema ou questão do que nas manifestações ou sintomas ‘per si’.

Para C. G. Jung aquilo que é reprimido, bem como as memórias de um indivíduo, aliados ao que ele chamou de inconsciente coletivo, podem gerar desequilíbrios entre a percepção consciente e inconsciente.




Esse desequilíbrio atinge o indivíduo que, para manter seu estado de saúde, precisa temperar essas emoções – afetos – para que um processo de ‘cura’ se estabeleça.

O objetivo da análise, em última instância, é a meta alquímica da união dos opostos, portanto, é preciso explorar as causas profundas dos problemas de relacionamento, interiores e exteriores e integrar as emoções e seus respectivos aprendizados à consciência para que se possa alcançar o processo de individuação ou o estado de ser em totalidade.

Simplesmente tentar aliviar os sintomas não soluciona as questões e os problemas não serão resolvidos, ficando destinados a ressurgir.

Nesse sentido, o ‘sucesso’ da análise junguiana está diretamente relacionado ao ‘vinculum’, ou seja, ao compromisso do paciente / cliente com o processo terapêutico.

O Que Observar em um Terapeuta Junguiano

Nesse assunto específico é muito importante nos atentar para as diferenças entre o que trouxe anteriormente, sobre terapia, psicoterapia, psicologia, arteterapia, entre outros.

Vamos tentar aqui, de forma sucinta, esclarecer alguns pontos importantes. De início tratemos de algumas das características do profissional que pretende usar a teoria junguiana.

Destaco abaixo 5 qualidades desse profissional para que você possa observar:

  • O Estado de Ouvir

Essa característica se firma pela capacidade de não somente escutar, mas perceber as ‘mensagens’ intrínsecas do objeto – indivíduo analisado.

  • Saber Reconhecer o Símbolo

A psicologia junguiana tem como base o inconsciente coletivo, e por conseguinte os arquétipos, assim, os símbolos são fundamentais para o trabalho analítico.

  • A Empatia

Diante de uma alma humana, esqueça toda teoria e seja também outra alma humana. Essa premissa junguiana, é fundamental para que possamos realmente contribuir com o processo do paciente.

  • A Expressão Criativas

A observação e o uso de técnicas expressivas, permite que as dinâmicas psíquicas possam vir à tona e serem observadas de forma materialmente vívida.

  • Fenomenologia

Como já dito, Jung observava o fenômeno acontecendo, e essa característica permite que a empatia ocorra sem pré-julgamentos ou interpretações, possibilitando o olhar ‘virgem’ para o que está acontecendo no momento.





Além disso é importante observar que qualquer um que estude a psicologia junguiana a fundo e tiver habilitação para atender em clínica, previamente oferecida por outra formação, pode considerar que é de orientação junguiana.

No entanto, é importante que se destaque que nenhuma especialização, ‘sozinha’, habilita ao atendimento clínico como psicoterapeuta junguiano, bem como não se pode dizer ser analista junguiano sem ser profissional de saúde mental licenciado, certificado, que concluiu um treinamento avançado em um programa credenciado pela Associação Internacional de Psicologia Analítica (IAAP).

É preciso observar o treinamento e as credenciais do profissional, e também verificar se está confortável com o terapeuta escolhido, além de compreender a explicação do profissional sobre o processo terapêutico.

Onde Encontrar um Terapeuta Junguiano

Tendo em vista a grande procura por profissionais que desejam se divulgar, bem como a grande procura específica por profissionais de base junguiana, o Jung na Prática criou uma plataforma de busca de terapeutas que tenham orientação junguiana para auxiliar a todos que querem promover seus trabalhos, bem como quem queira procurar por profissionais.

Se você é um terapeuta junguiano, pode se cadastrar na Thrinity gratuitamente e ser encontrado, além de, se desejar, assinar o plano de divulgação de eventos e poder compartilhar com todos o que você está realizando.

Se você deseja encontrar profissionais, é uma ótima plataforma para isso! Basta realizar seu cadastro gratuito como usuário e procurar o melhor profissional para você.

Acesse o site da Thrinity, conheça e cadastre-se:

https://www.thrinity.com.br/

Aproveite essa maravilhosa ferramenta para aqueles que trabalham com a psicologia analítica da Carl Jung e para aqueles que querem ser atendidos por quem tem como base essa teoria.

Claro, você também pode procurar nas instituições oficiais que formam analistas e psicoterapeutas junguianos. 

Conclusão

As dinâmicas de terapia, psicoterapia, psicologia, psiquiatria, arteterapia e tantas outras, tem campos de intersecção que, muitas vezes, se confundem.

A compreensão dos processos, técnicas, teorias e métodos, permite identificar quais as diferenças e reconhecer profissionais e instituições sérias.

Jung foi um cientista que tratou, de forma fenomenológica, as questões que lhe surgiam, baseando-se sempre no ponto referencial da psique.

Tanto aquele que busca um processo terapêutico de qualidade, como o profissional que o pretende oferecer, deve cuidar das habilitações, qualificações, discernimentos e aprofundamentos necessários para uma boa prática.

Referências

  • Associação de Nova York para Psicologia Analítica
  • David C. Hamilton, analista junguiano, IAAAP
  • Associação Internacional de Psicologia Analítica



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