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Imaginação Ativa: A Porta das Pinturas Interiores…

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Imaginação Ativa

Hoje eu vou compartilhar com você uma técnica terapêutica fantástica, a Imaginação Ativa.

Com ela se busca incitar a comunicação entre as figuras inconscientes e o consciente por meio de imagens, símbolos que afloram através de num processo semelhante ao meditativo.

Hoje, ela é uma ferramenta terapêutica, mas é usada desde a antiguidade pelos alquimistas e reelaborada por Jung, que a integrou ao setting terapêutico.

A imaginação ativa vai promover um contato com o universo inconsciente estimulando o potencial imaginativo do indivíduo.

As imagens/figuras que surgem durante o processo promovem um diálogo entre conteúdos internos que não foram integrados a consciência.

Muito interessante não é mesmo?

Acredito que agora sua curiosidade seja grande para saber mais sobre a imaginação ativa, então, vamos adiante às reflexões!

A Importância do Estado de Divagação na Imaginação Ativa

Jung sempre se interessou pela fantasia que acomete a mente das pessoas quando elas não estão despertas e nem adormecidas, ou seja, seus raciocínios estão suspensos, porém a consciência está preservada, é o chamado “estado de divagação”.

Esse estado, na técnica da Imaginação Ativa propicia o surgimento de personagens oníricos (dos sonhos).

Assim, o indivíduo interage com eles por meio de questionamentos, concordâncias ou discordâncias de opinião.

Com isso, a pessoa pode ressignificar esses conteúdos e partir para uma nova atitude perante a vida.

As Etapas da Imaginação Ativa

Jung dividiu a imaginação ativa em quatro etapas:

  1. Libertação do pensamento egoico;

É o momento de aquietar. Com o uso de pinturas, desenhos ou técnicas de meditação e até dança, a “voz alta” do ego se acalma.

A atividade cognitiva fica menos focada e os pensamentos mais expansivos.

  1. As imagens do inconsciente aparecem no espaço da percepção interior;

Nesse momento, ao contrário da primeira etapa, é preciso olhar para as imagens, que elas sejam acolhidas, as emoções vivenciadas.

  1. Atribuir uma forma à imagem;

Nessa etapa, a pessoa pode representar a imagem por meio da escrita, pintura, escultura, desenho.

É possível também representá-la em forma de música, dança (anotando os movimentos realizados).

Com a dança, podem emergir conteúdos inconscientes de maneira intensa, ocasionados pelo movimento da expressão corporal.

  1. A confrontação com o material produzido;

De acordo com Jung essa é a etapa mais decisiva do processo terapêutico, porque com ela, a pessoa realiza uma confrontação moral com tudo que é imaginado.

Nessa fase, é essencial que o indivíduo interaja com o evento interno, mantendo seu ego original, para que o processo não tenha sua eficácia comprometida.

Esse é o momento que a pessoa vai encontrar por ela mesma as próprias respostas para as indagações surgidas com as figuras interiores.

Mesmo que demore certo tempo, esse processo é individual e pessoal, por isso é importante se atentar para que a autonomia do paciente seja preservada.

Compreensão das Figuras Oníricas pela Imagina Ativa

Em nossos sonhos, muitas vezes surgem figuras oníricas enigmáticas e até mesmo agressivas, em que não compreendemos seus comportamentos.

Com a imaginação ativa é possível recordar esse sonho até o evento desejado e questionar as atitudes dessas figuras, permitindo-a dizer o que pensam.

Você poderá sentir a sensação de que tudo não passa de uma invenção, entretanto, você não precisa se preocupar com isso, porque o mais importante é o efeito terapêutico no final de todo o processo, que é a geração insights interiores.

A Imaginação Ativa e as Artes(terapia)

Da mesma maneira que na imaginação ativa a pessoa atribui uma forma às imagens, esse processo é muito explorado em arteterapia e na arte em geral.

Os artistas, naturalmente, encontram um canal diferenciado de expressão, com uma linguagem própria, e transmitem conteúdo belos e riquíssimos através de desenhos, pinturas, escritos simbolizando suas elaborações psíquicas.

O processo da imaginação ativa pode ser realizado, como na arteterapia, por exemplo, como se estivesse redigindo uma carta para o eu interior visualizado, desenhar e pintar as imagens encontradas, ou até mesmo escrever uma conversa como em uma cena de teatro ou roteiro de um filme, e dessa forma, ir realizando as conversas necessárias.

Concluindo…

A imaginação ativa é um processo terapêutico que pode ser realizado sozinho ou num setting terapêutico, é algo natural ao ser humano.

Quando paramos aquietamos, deixamos as imagens virem, olhamos para algo e expressamos de alguma forma, estamos elaborando aqueles conteúdos.

Jung maravilhosamente observou esse processo da psique e a elaborou como técnica, um processo através do qual é possível vivenciar o drama interior, levando às instâncias mais profundas da psique, e com isso, poder ter um novo olhar para a vida, com maior clareza e, quem sabe, mais leveza.

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Grande abraço e até breve!

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6 COMENTÁRIOS

  1. Oi Lino.
    Você, com esse texto da Imaginação Ativa, acabou de contribuir para conclusão de um projeto que vou colocar em prática logo, logo.
    Gratidão por isso!

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