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A Alquimia nos Dias de Hoje

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É interessante observar o título deste artigo: “A Alquimia nos dias de hoje”.

Como disse em texto anterior, existem passos dentro de um ciclo alquímico para se alcançar a panaceia, ou seja, o ouro, a essência que reside em cada um de nós. Esses passos ocorrem com ou sem o nosso desejo consciente, a nossa vontade, ou melhor, sem nosso controle.

No processo alquímico percorremos uma jornada, desde o denso, até chegar ao sutil, ao ouro. Assim é na nossa vida. Assim também acontece nas sociedades, que deverão vivenciar uma transformação, encontrar sua pedra, seu tesouro.

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Vivemos numa sociedade que não deixa isso existir, de forma natural, que nos prende a amarras e nos afasta das grandes obras da natureza.

A sociedade atual perdeu a relação com a natureza, criando uma indústria de doentes e fabricantes de doentes, desde os aspectos físicos, até os espirituais, onde a mentira é algo ensinado desde a infância.

Você pode achar essa visão pessimista. Bem, é a minha visão. Mas ela me parece bem realista. Porque, criar seus filhos em escolas retrógradas, que ainda tentam empurrar alguma informação dentro da cabeça desses pequenos, esmagando seus ombros e joelhos, pra não dizer suas cabeças e corações, entre 4 a 8 horas, sentados, com pequenos intervalos que mais são como válvulas de escape, criando verdadeiras panelas de pressão, me parece uma pintura realista.

Depois, mais velhos, ensinam que devem entrar numa outra escola, que não orienta para a alma, mas para o consumo, criando robôs condicionados a trabalhar no que não gostam, ou acham que gostam. Assim, os condicionam a passar seus dias fugindo para outros estados de consciência, através de todo tipo de drogas, desde o crack, até a televisão e a comida.

Que dias são esses, em que o alimento para o corpo é isopor ou um animal criado para ser abatido? Que dias são esses, em que a coluna cervical das pessoas se entorta para baixo por conta dos celulares e computadores, ao invés de olhar para as estrelas ou para os olhos das pessoas? Em que dias vivemos, onde não se tem com quem conversar, e são necessários terapeutas? Em quais dias vivemos, em que não se consegue realmente sentir a real intenção das pessoas, ou a pureza de um irmão?

E em alguns lugares do planeta, há fatos e atos muito mais aterrorizantes dos que os descritos acima!

São nesses dias, nessas circunstâncias, em que vivemos, que devemos fazer uma revolução. Não uma revolução exterior, mas interior, uma verdadeira evolução silenciosa!

O processo alquímico deve se iniciar! Dentro de cada um!

Muitos já reconheceram seu dever e responsabilizaram-se para a transformação benéfica de cada forma, de cada pensamento, de cada sentimento, nesse nosso mundo.

É necessário que sigamos nosso coração, ouçamos a intuição e organizemos, com nosso cérebro, novas e melhores formas para os nossos queridos companheiros de viagem deste momento, na Terra. Que iniciemos o exemplo a ser apreendido pelos niños que nos observam atentamente. Assim eles aprendem!

Enquanto se estiver no ciclo psíquico, emocional, corpóreo, de morte e vida, passaremos pelas fases e processos observados na alquimia antiga. É necessário aceitá-la, para que possamos, um dia, viver o verdadeiro processo alquímico, a nova alquimia.

Da autorrealização, manifestação do ouro essencial presente nas partículas, à sua integração com o que as religiões chamam por Deus. Outro processo alquímico, anímico, espiritual. O espírito não está separado da matéria, a matéria é elemento projetado do espírito das coisas. Cada elemento é importante, pois representa a próprio grande Ser, o contém, em si. A manifestação desse Ser é a representação da integração “Dele” a si mesmo, e do si mesmo a “Ele”.

No entanto, é preciso, primeiro, alcançar o si mesmo, e, para isso, precisamos das experiências e aprendizados que nosso mundo, nossas sociedades nos impõe. Até quando aceitaremos essa opressão do ser? Quem se permite oprimir? Quem é você?

Para sair da Roda de Samsara, primeiro é necessário saber que ela existe e que estamos caminhado nela, dia após dia. Uma vez reconhecida, é preciso reconhecer-se a si mesmo, quem se é, e o que está fazendo aqui. Bem como suas potencialidades, suas virtudes, e também suas algemas, seus lastros.

Uma vez observado esses elementos, naturalmente, deve-se olhar para o ponto mais luminoso do ambiente, o que mais gera calor e aconchego. Todos, ao ficar em silêncio, podem facilmente identificar esse ponto. A partir daí, fazer o que já se sabe ser certo, ocupando-se de espalhar essa luz e calor a todos e em qualquer lugar.

E os pontos que prendem seu desejo e aprisionam seu ego numa forma corrompida? Ora, observa-os, desenha-os, cante, fale com os terapeutas, mas não se prenda a eles, irão se iluminar e aquecer, na luz que você carrega, dia a dia.

Uma das falas que trago sempre a meu filho, desde que ele era pequenino, sobre limitações e conquistas, é: “Treinar, treinar até conseguir!”

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Assim também é este empreendimento alquímico espiritual. Devemos levar essa luz, que ilumina e aquece, sempre, em todos os nossos atos, pensamentos e sentimentos. Dia após dia, ao exercê-la, irá transformar o ser para que possa juntar-se, unir-se ao grande Ser!

As 7, ou 12 operações alquímicas, onde ocorrem as 4 fases, movimentadas pelos 4 elementos, vão continuar a ocorrer nesta esfera de acontecimentos em que vivemos. Passaremos sempre, e de novo, por essas “regras” sabiamente observadas, tanto a nível material, como psíquico, energético, emocional.

Aquele que já reconheceu ser esse processo cíclico, essa metáfora do movimento espiralado à integração, que manifesta-se por necessidade, pode olhar para o momento diretamente, sem condições ou nós górdios que lhe atam mãos e pés, e sem mordaça na boca ou nos olhos e ouvidos, para que se cumpram os estágios deste instante chamado presente.

O chumbo, então, realmente torna-se ouro, a quintessência naquele que se reconheceu. E, continuando seu caminho, torna-se mais, mais que diamante, mais que o petróleo, que hoje escraviza boa parte da humanidade. Transforma-se em si mesmo, naquilo que é, manifestando assim o numinoso, a presença divina, grandiosa, simples, amorosa, sem necessidades, abundante e benevolente, sem fantasias ou falsas verdades.

Aquele que chegar a tal ponto, pode, muitas vezes, ser considerado santo, condição possível a todas as pessoas que alcançaram este estado de ser. Assim se inicia mais uma espiral alquímica, compreendida por outras operações e fases, tendo como instrutores os que já deixaram de ser si mesmos, que ultrapassaram as esferas celestiais e vivem sempre nos dias de hoje!

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